sexta-feira, 27 de julho de 2012

“Memórias do meu cativeiro” Clara Rojas


Sinopse:“A 23 de Fevereiro de 2002, Clara Rojas, directora de campanha de Ingrid Betancourt pelo Partido Verde Oxigénio, é raptada, juntamente com esta, durante uma visita ao interior do país, pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Propuseram-lhe a liberdade, estavam mais interessados em Ingrid, mas Clara não aceitou abandonar a amiga, pensou que as libertariam dali a um mês ou dois…Dias que se transformaram em anos, seis anos na selva colombiana, até à sua libertação a 10 de Janeiro de 2008. Seis meses depois, Clara Rojas decide contar a sua experiência infernal num livro, este livro, Memórias do Meu Cativeiro. A vivência forçada na selva, num clima húmido, selvagem e escuro, a falta de comida, a privação de intimidade e higiene, os conflitos, as tentativas de fugas, a hostilidade e a crescente tensão que surge, não só dos guerrilheiros, mas também dos conflitos entre reféns. Mas na história de Clara surge um capítulo único, que emocionou o mundo. Clara engravida de um guerrilheiro. Clara vê-se obrigada a fazer uma cesariana no meio da selva sem assistência médica nem medicamentos. Apesar das dificuldades, nasce Emmanuel. Mas, oito meses depois, as FARC separam-na do filho e, durante três anos, vive sem notícias do seu paradeiro. A sua libertação e o reencontro com o filho e a família marcam o recomeço de uma vida ao encontro de uma normalidade esquecida durante seis anos. «Em parte continuo a ser a mesma, mas com uma cicatriz no ventre e uma marca muito profunda no pensamento e no coração».”

Quando comprei este livro tive uma percepção diferente do que é na realidade. Apesar de ser um livro com um tema que nos faz pensar que deve ser muito empolgante, ele desilude um pouco. Dá-nos mais um dia a dia do que se passa nos acampamentos das FARC bem como das emoções por que passava Clara Rojas, porém não quer explicar como engravidou, e opta também em não falar sobre os conflitos que haviam entre os reféns. Ao lermos o livro também verificamos que não havia hostilidade dos guerrilheiros contra os reféns de uma maneira geral, pois são alimentados (dentro das posses dos acampamentos, pois há alguns que tem mais variedade de comida que outros), podem fazer a sua higiene pessoal, sendo-lhes dado escova de dentes, pasta de dentes, champô, e dão-lhes mesmo baralhos de cartas, jogos de xadrez e até rádios que podem utilizar, com alguma restrição, para ouvirem as notícias e as mensagens que os seus familiares dizem através das estações de rádio. Acaba por ser um livro com um tema forte. É, claro, uma provação muito difícil passada pela autora. Seis anos numa selva húmida, longe da luz do sol, sobrevivendo em condições precárias, mas esperava um historia diferente...

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